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As cotas dos fundos imobiliários na próxima semana devem continuar sendo influenciadas pelos fatores políticos que demonstram o enfraquecimento do atual governo, com a possibilidade de sua interrupção antecipada, e uma mudança política que poderia tirar o país da atual recessão com inflação. Será importante acompanhar as manifestações das ruas no domingo, dia 13/3/2016, mas também o julgamento do STF no caso do Impeachment, marcado para o próximo dia 16/3/2016.

Essa semana também será marcada por uma maior liquidez dos fundos imobiliários, provocada pelas compras que os investidores fazem usando os seus rendimentos.

Destaco, ainda, os relatórios divulgados pela consultoria JLL sobre o mercado de imóveis comerciais AA e A no Rio de Janeiro e em São Paulo referente ao quarto trimestre.

Para o Rio de Janeiro o destaque é o fato de ter ocorrido uma absorção líquida negativa de imóveis de -3,6 mil m2, ou seja, houve mais entrega de imóveis do que locações. A taxa de vacância continua muito alta, em 24,30%, muito impactado pelo Porto Maravilha, com 82,30%, seguido pela Barra da Tijuca com 28,30% e do Centro com 22%, sendo que o centro foi a região com o maior aumento de vacância, tendo em vista a entrega de três novos prédios. Apesar de tudo isso, a queda média nos valores de aluguéis foi de apenas 4,40%.

Por sua vez, para São Paulo o destaque fica por conta de ainda se continuar tendo absorção positiva de imóveis, que neste mês foi de 42 mil m2, uma queda de 52% quando comparado com o mês anterior, mas ainda positiva. As regiões da Faria Lima, Vila Olímpia e Berrini foram as que mais ocorreram absorções. Ainda assim, a vacância para o período fechou em 23,60%. O valor do aluguel teve uma queda média de apenas 1,90%. A consultoria destaca o fato de que no primeiro semestre de 2016 está prevista entregas de aproximadamente 141 mil m2, sendo que no quarto trimestre foram entregues 123 mil m2. Atualmente o estoque de São Paulo é de um pouco mais de 4,5 milhões de m2.

Assim, apesar de os aspectos políticas estarem dando outros contornos à economia brasileira, principalmente com as quedas nas taxas de juros, uma valorização mais expressiva dos fundos imobiliários ainda deverá passar por uma mudança nesse cenário de vacância dos imóveis, a qual está diretamente ligada ao PIB do Brasil.

Esse é o motivo que o investidor precisa conhecer bem os fundos imobiliários nos quais está investindo e saber quais deles ainda serão afetados por esta vacância maior, que além de prejudicar o rendimento dos fundos que possuem vacância, também afetam os valores dos aluguéis praticados. Isso porque os fundos mais resistentes a esse cenário da economia, serão os fundos que mais irão se valorizar com a queda na taxa de juros, enquanto os fundos mais sensíveis a esse problema econômico poderão ser oportunidades de compras, desde que possuam por bons ativos.

Abraço a todos e bons investimentos.

Rodrigo Costa Medeiros

CNPI 1597