Relatório da semana e o investimento em CRI


Esta semana foi marcada por uma nova alta dos juros norte-americanos. O FED decidiu subir a sua taxa de juros em 0,25% e não indicou nenhuma alteração das previsões para 2017, de que aumentaria três vezes a taxa de juros, desfazendo a expectativa de que a alta dos juros americanos poderia ocorrer de forma mais rápida neste ano.

Com isso, o risco de a alta dos juros nos EUA virem a ser um impeditivo ao Copom reduzir mais agressivamente os juros brasileiros foi dissipado.

Outra boa notícia que poderá colaborar para uma redução mais agressiva dos juros brasileiros foi o fato de a Moody’s, agências de classificação de riscos, ter alterado a perspectiva de nota do Brasil de negativa para estável em Ba2. O país ainda está dois níveis abaixo do grau de investimento, no entanto, já é um avanço muito importante que irá auxiliar na decisão do Copom.

Com esses dois fatos, o Comitê de Política Monetária poderá avaliar uma redução mais agressiva na taxa de juros brasileiras sem que isso tenha forte influência na alta do dólar, pois os juros norte-americanos ainda não são atrativos o suficiente quando comparados com o brasileiro, e uma visão mais otimista da agência de classificação de risco sobre o país também gera uma maior segurança dos investidores em manter o investimento no país.

Assim, os dados que continuam surgindo apontam que o Copom poderá, na reunião  a ocorrer nos próximos dias 11 e 12 de abril, ser um pouco mais agressivo no seu corte de juros, devendo-se acompanhar o comportamento da inflação brasileira até esse período, o qual será o grande balizador da decisão.

Esse relatório ainda tem comentários sobre os seguintes fundos:

– relatórios mensais: AGCX11, BCRI11, BPFF11, FFCI11, FIGS11, JRDM11b, KNRI11, MAXR11b, PQDP11, RBDS11, WPLZ11b

– fatos relevantes: MFII11, WMRB11b

Além desses fundos, no relatório desta semana abordo um tema de interesse a muitos investidores, que é qual comparativo usar no momento de aquisição dos fundos de recebíveis.

Esta semana um amigo me ligou para dizer que tinha disponível para investimento um CRI de 7,50% + IGPM e gostaria de saber a minha opinião sobre essa taxa de juros.

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Rodrigo Costa Medeiros é analista de valores mobiliários, inscrito no CNPI sob o n. 1597.